Mulher rodeada de mãos representando sua rede de apoio materna

A importância da rede de apoio materna

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A chegada do bebê demarca um período de intensas transformações na vida de uma mulher. Mas a forma como elas serão enfrentadas dependem muito do suporte que a mãe recebe. As pessoas que rodeiam a nova família são as que fazem parte da rede de apoio materna. Agora, imagina para uma mãe brasileira que ganha um filho em outro país? Por isso, neste artigo, vamos falar sobre como é importante criar uma rede de apoio antes mesmo do bebê nascer.

Os primeiros meses (ou anos) da vida do bebê são repletos de desafios para a família (especialmente a mãe). Alguns exemplos:

  • mudança da rotina familiar,
  • restrição dos compromissos sociais,
  • afastamento profissional (temporário ou definitivo) da mulher,
  • privação de sono,
  • cuidado do bebê em tempo totalmente integral,
  • possíveis dificuldades na amamentação, etc.

Imediatamente após um bebê chegar em casa, a família se depara com a experiência nua e crua de criar um novo ser. Por mais que se possa imaginar, receber conselhos e planejar, o inimaginável e o imprevisível acontecem. 

Bebê recém nascido segura dedo da mãe
Nasce um bebê, nasce uma nova família, nova rotina…
Foto de Lisa Fotios no Pexels

É ainda mais difícil no exterior

Geralmente, a responsabilidade por todos os cuidados com o bebê recai sobre nós, mulheres. Infelizmente, é comum vivenciarmos a maternidade de uma forma um tanto quanto solitária, ainda que sejam divididas algumas tarefas com o companheiro. 

Essa sensação de solidão poderá ganhar contornos ainda mais intensos caso a mulher more fora do Brasil e longe das pessoas com as quais poderia contar. Nesse caso, dificuldades com o idioma, adaptação, nova cultura e a saudade dos familiares são alguns fatores que se somam à intempérie da maternidade.

A autocobrança e o sentimento de culpa

Ademais, temos certa tendência em nos cobrarmos uma postura autônoma e autossuficiente para conseguir dar conta de todas as demandas. As tarefas da casa e os cuidados com o bebê nos sobrecarregam. Então, seguimos nos culpando por, eventualmente (e humanamente!) não conseguirmos cumprir as nossas próprias expectativas.

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Mãe e filha no chão
A culpa está sempre presente na maternidade
Foto de Katie Emslie em Unsplash

Logo, assim como o recém chegado membro da família, nós também carecemos de cuidados nesse momento delicado e de muita fragilidade. O que acontece, normalmente, é que todos ao nosso redor estão focados na grande novidade que é o bebê. Enquanto isso, nós, as mães, passamos quase sempre despercebidas. 

Daí vem a importância de uma rede de apoio materna estruturada e atuante, fundamental para nos acolher e nos assistir. 

O que a rede de apoio faz

Essa rede é formada, sobretudo, por pessoas que possuem vínculos afetivos, com o objetivo de auxiliar a mulher na experiência da maternidade. Ela se dá pelo estreitamento dos laços de algumas relações já existentes ou pelo estabelecimento de novos contatos que façam sentido nesse período.

É fato que são esses vínculos que permitem a presença de alguém sempre que a mulher precisar. Assim, se promove, com conforto e assistência, o básico necessário para a nova mãe cuidar do bebê e de si. Algumas das tarefas que a rede de apoio pode realizar:

  • arrumar a casa,
  • preparar uma refeição (ou levar uma comida quentinha),
  • ir ao supermercado para fazer as compras da semana,
  • lavar as roupas do bebê,
  • se prontificar a ficar com o(s) filho(s) para que a mãe possa tomar um banho mais demorado ou descansar, etc.
Mulher dá papinha para bebê como rede de apoio
Uma pessoa da rede de apoio pode ajudar a cuidar dos filhos para a mãe descansar um pouco
Foto de Tanaphong Toochinda em Unsplash

Rede de apoio garante a saúde mental materna

O auxílio proporcionado pela rede de apoio materna é a chave para a manter a saúde mental e emocional durante a maternidade. Os benefícios são inúmeros: ao receber apoio em um período de mudanças e reestruturação, a mulher é capaz de fortalecer sua autoestima e autoconfiança.

A ajuda pode proporcionar também segurança para que a mulher seja capaz de maternar de forma mais tranquila. Isso contribui para uma diminuição significativa na probabilidade de desenvolver ansiedade, depressão pós-parto ou outras doenças mentais (ou até mesmo físicas).

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Dessa forma, essas conexões incentivam as mães a buscarem melhores recursos de enfrentamento e as encorajam a conhecer seus bebês. Consequentemente, elas passam a confiar na própria capacidade para cuidá-los.

Criando uma rede de apoio no exterior

Todavia, compor esta rede de apoio não costuma ser uma tarefa fácil, especialmente para quem não tem familiares ou amigos próximos por perto. Podem, também, por alguma razão, preferir não recorrer às alternativas pagas – como babás ou creches e berçários.

Então, o que fazer? Uma possibilidade interessante é a criação de redes de apoio virtuais. Por meio das redes sociais, como o nosso grupo no Facebook, pode ser feita uma conexão com outras mães que enfrentam os mesmos desafios. A busca por comunidades assim, ou mesmo perfis no Instagram, pode ser feita por temas específicos da maternidade ou por localização. A troca de experiências que envolvem a vivência da maternidade e os cuidados com os filhos é sempre muito rica. 

Mulher cria rede de apoio virtual através do celular, deitada em sua cama
É possível criar uma rede de apoio virtual pelo próprio celular
Foto de Boudewijn Huysmans em Unsplash

É preciso desromantizar a maternidade

Na medida em que mais mães falarem sobre as dores e delícias da maternidade, mais aliviadas nos sentiremos. Aí vem um outro ponto crucial: é preciso estarmos dispostas a pedir e a receber ajuda. O primeiro passo nesta busca é reconhecer que não é possível dar conta de tudo e que tudo bem! 

Não nascemos mães, mas nos construímos mães através do próprio maternar. A troca de experiências dá espaço para que cada mulher estruture de forma genuína a sua maneira de exercer a maternidade, se aproximando ou se afastando dos modelos de referência, a depender de suas experiências valorativas pessoais. 

A maternidade pode ser solitária, mas não precisa ser! A criação de uma boa rede de apoio materno é a oportunidade para estabelecer relações que tendem a tornar esse momento mais leve e especial.


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