Família reunida para falar sobre adaptação de adolescentes em outro país
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Quando tomamos a decisão de mudar de país com nossa família, devemos ter em mente que cada pessoa lida com a situação de maneiras diferentes. Sendo assim, precisamos falar sobre a adaptação de adolescentes, pois eles sentem a mudança de forma muito intensa, assim como tudo nessa fase da vida.

Por mais que seus filhos participem das conversas sobre a possível mudança de país, existe aquele momento em que é necessário contar para eles que aquela possibilidade de mudança se tornou de fato concreta.

 Se os pais são sinceros em relação a todos os aspectos que envolvem as mudanças que virão, mais fácil se torna passar por essa jornada.

Diálogo é a chave para adaptação de adolescentes

Desde pequena, minha filha, que hoje tem 13 anos, nos ouve falando sobre nosso desejo de sair do Brasil.

Nunca houve de fato um planejamento, mas apenas um desejo. Porém, quando começaram a surgir as oportunidades de emprego em outros países, ela acompanhou o pai fazendo entrevistas pela internet.

Portanto, quando veio a proposta, não pudemos dizer que foi uma surpresa total. Mas, mesmo ela tendo assistido a todo o processo, sentamos com ela e tivemos “a conversa” sobre a mudança.

Fomos muito francos com ela. Afinal, todos deixaríamos muito para trás, mas também significava uma oportunidade única nas nossas vidas. E, mesmo sendo muito difícil, ela entendeu que seria o melhor para nós três.

 Falamos muito sobre a mudança, sobre o país, sobre nossos medos, conversávamos sobre isso todos os dias até o nosso embarque. Isso foi muito importante para que ela estivesse segura quando chegássemos aqui.

Família joga jogo de tabuleiro
Foto: arquivo pessoal

Cada pessoa tem seu tempo

Todos sentimos a mudança de fuso, temperatura, idioma, comidas… Enfim, é necessário dar um tempo para que nos adaptemos de forma geral.

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Sentimos saudades da família e dos amigos, mas para adaptação de adolescentes isso tem uma proporção muito maior.

Precisamos entender que a falta dos amigos nessa fase da vida tem um peso muito maior do que na fase adulta. Se, por vezes, você pegar seu filho no celular com os amigos do Brasil até altas horas pela diferença do fuso, tente ser compreensiva.

Programas diferentes para explorar a cidade

O ano escolar na Europa é de setembro a junho. Como chegamos em abril, a escola achou por bem que ela só ingressasse em setembro.

E assim tivemos cinco meses de “férias forçadas”. Com todo esse tempo, precisamos encontrar programas para nos distrair e acelerar a adaptação.

Uma boa dica para ajudar os adolescentes a se adaptarem é fazer programas junto com eles para que possam conhecer a nova cidade. Isso é importante porque no início eles ainda não terão os amigos para acompanhá-los.

  • Cinema
  • Parques
  • Museus
  • Piscinas públicas (no verão)
  • Pistas de patinação (no inverno)

São muitas as opções e vários programas podem ser feitos sem gastar muito, como uma boa maratona de Netflix, um passeio num parque ou um jogo de tabuleiro ou cartas.

Cada jovem tem um perfil. Nada melhor que o diálogo para saber quais são os programas que agradam seus filhos e não ficar forçando a barra para fazer o que você acha legal.

E se eles precisarem de um tempo só deles, tente respeitar essa necessidade também.

Por aqui, fizemos diversos programas diferentes. Fomos ao cinema, onde treinamos nosso inglês, pois só existem legendas em polonês, e à piscina. Também enfrentei, com a ajuda dela, alguns medos antigos, como andar de bicicleta, depois de uns dez anos sem, e ir a montanha russa, o que eu não encarava desde 1998.

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Mãe e filha adolescente em montanha russa
Foto: arquivo pessoal

Adaptação de adolescentes na nova escola

 Mudar de escola já é difícil no Brasil. Imagina quando você muda para Europa sem conhecer ninguém e, em alguns casos, sem falar o idioma local?

Algumas dicas podem ajudar na adaptação de adolescentes na nova escola:

  •  Leve o jovem até a futura escola na primeira vez. Faça com ele o caminho para que ele se sinta seguro para ir sozinho, se a distância permitir.
  •  Acompanhe nos primeiros dias se ele desejar.
  • Ofereça ajuda no dever de casa, mesmo que isso já não fosse mais rotina no Brasil.
  • Procure manter uma relação estreita com a escola para auxiliar na adaptação.
  • Mantenha o diálogo, pergunte sobre a rotina da escola.
  • Mostre que você está aberta a ouvir e ajudar seu filho.

 Uma dica extra é procurar cursos para dar suporte com o idioma local (caso não seja o português), para deixar o jovem mais seguro na escola e no dia a dia.

Mãe e filha pegam sol em dia de verão
Foto: arquivo pessoal

Liberdade e independência

Um dos principais motivos para sair do Brasil é o nosso desejo de criar nossos filhos com segurança, e isso felizmente encontramos nos países da Europa.

Quando se trata de adolescentes, precisamos estar abertas a dar mais liberdade para nossos filhos saírem sozinhos. A partir do momento em que eles se sentirem confortáveis, vão começar a viver como os adolescentes europeus.

Os jovens aqui costumam ir à escola sozinhos e são super independentes. Pegam tram, ônibus, vão para cursos, cinema, piscina, tudo sozinhos. Portanto, esteja preparada para confiar e deixar seus filhos se virarem.

E você, já passou por essa experiência? Deixe nos comentários as suas dicas de como ajudar nossos filhos na adaptação no novo país e vamos juntar forças para tornar essa fase de transição mais leve para eles.


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