Gestante no hospital em trabalho de parto no exterior

As dores e delícias do parto no exterior

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A gravidez é sempre um período crítico e especial na vida de qualquer mulher, e morar fora do seu país de origem durante esse período pode trazer desafios extras. Assim como outros aspectos relacionados à vida fora do Brasil, o acompanhamento da gravidez e parto no exterior têm suas vantagens e desvantagens. Se você é brasileira, mora em outro pais e está grávida (ou pretende engravidar em breve), esse texto é para você.

Pré-natal e parto no Brasil: Sistema Único de Saúde (SUS)

No Brasil, o sistema de saúde possui uma divisão clara entre sistema público (gratuito) e particular. Para as mães que optam pelo atendimento público (SUS), dependendo da região/cidade o acompanhamento é feito por um médico obstetra, clínico geral ou por uma enfermeira obstetra. Durante o parto, a mulher se encaminha para o hospital/maternidade onde está cadastrada e é atendida pelos profissionais de plantão naquele momento, sendo esses muitas vezes profissionais que ela está vendo pela primeira vez.

O atendimento concedido à mulher durante o parto varia enormemente entre os hospitais e maternidades da rede pública, mas de forma geral, deixa muito a desejar com relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Barriga de gestante a espera de parto no exterior
Foto de Daniel Reche no Pexels

Pré-natal e parto no Brasil: Sistema de saúde particular

Uma das principais diferenças com relação ao SUS é o fato de que no atendimento privado a gestação é sempre acompanhada por um médico obstetra de escolha da gestante. Esse profissional pode atender a mulher durante toda a gravidez e é responsável pelo pedido de exames que são realizados em clínicas ou laboratórios também particulares.

Durante o parto, a gestante se encaminha para o hospital/maternidade da sua escolha para ser atendida pelos profissionais de plantão. Em muitos casos, no entanto, existe a possibilidade de pagar uma quantia extra para que o médico obstetra escolhido esteja também presente no parto.

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O valor total gasto com as consultas pré-natais e parto é geralmente muito alto e, muitas vezes, dependendo do plano de saúde, apenas uma pequena parcela é reembolsada. Em resumo, de forma geral, é necessário um bom investimento financeiro para se garantir um atendimento personalizado e com o qual a mulher se sente segura e confortável.

Campeão de cesáreas agendadas

O Brasil também é famoso internacionalmente pelo grande número de cirurgias cesarianas feitas sem indicação médica. Cerca de 80 a 90% dos nascimentos na rede privada de saúde ocorrem através de cirurgia enquanto a recomendação da OMS é que esse valor oscile em torno de 15%.

Recém nascido em hospital em parto no exterior
Foto de rawpixel.com no Pexels

O parto fora do Brasil

Como já mencionado anteriormente, existem vantagens e desvantagens de estar fora do seu país durante um período tão específico como a gravidez. Desvantagens incluem a comunicação com os profissionais de saúde, algo que em alguns casos pode constituir uma barreira significante.  Além disso, o fato de estar longe da família em um momento tão especial e delicado é muitas vezes um grande desafio não apenas no campo emocional mas também prático (geralmente significa menos ajuda com afazeres domésticos e cuidados com outras crianças).

Felizmente, de forma geral, há também muitas vantagens. Poucos países apresentam o mesmo grau de discrepância que o Brasil entre os sistemas de saúde público e privado. Em alguns países (como é o caso da Holanda), essa divisão sequer existe. Com relação ao parto, na ausência de indicações e/ou complicações médicas, as chances de alcançar um parto fisiológico, como recomendado pela OMS, também é maior na maioria das vezes.

Os indicadores de saúde materna e neonatal são superiores em países da Europa (na Holanda, por exemplo, morrem 8 vezes menos mulheres e 3 vezes menos bebês durante o parto em comparação com o Brasil). Com relação a aspectos culturais e sociais, muitas famílias que moram no exterior gostam do fato de que há menos “pitacos” por parte de familiares e amigos, de forma que a  gravidez e parto são vivenciados de uma maneira mais leve e com menos pressão.

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Pessoalmente, eu passei por duas experiências de gravidez e parto na Holanda e sou bastante satisfeita com a forma com que tudo ocorreu. Também no meu círculo de convivência, as experiências são muito positivas de forma geral.

E no seu caso? Como foi ou está sendo a sua experiência de gravidez e parto fora do Brasil? Que tal contar pra gente aqui nos comentários?


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