Globo terrestre nas mãos de uma pessoa com paisagem de montanhas ao fundo, representando como é morar no exterior

Morar no Exterior: o que ninguém te conta

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Decidiu mudar de país, começar vida nova, arrumar as malas, viajar… Que sonho! Mas, calma, segura a empolgação que antes você precisa ler algumas verdades sobre morar no exterior.

O objetivo não é jogar um balde de água fria nos seus planos de morar em outro país, mas sim dar uma ajuda. Assim, você vai chegar lá plena e preparada para tudo! Ou quase.

Seja por uma proposta de emprego, bolsa de estudos, intercâmbio ou mesmo uma crise de millennial que precisa se encontrar fazendo mochilão pelo mundo. São inúmeras as opções para morar fora do Brasil, mas é preciso ser realista.

Planejamento para morar no exterior

Planejamento financeiro é fundamental! Além dos custos básicos tenha em mente que imprevistos acontecem. Faça uma reserva para não passar perrengue.

Calculadora rodeada de moedas e notas de euro
É preciso planejar e ter em mente que não somente o salário é em euros, mas também as contas a pagar
Foto de Pixabay em Pexels

Não se iluda, receber um salário em euro não é sinônimo de ser rica. Significa pagar tributos, contas de luz, água, internet e todas as contas na nova moeda (o que pode sair bem caro).

Mudança de paradigma

Nossas prioridades mudam. Por exemplo, se no Brasil um carro com 70 mil km é rodado demais, mas morando fora é fácil comprar um com mais de 200 mil km e continuar feliz.

O apego com as marcas também diminui, ter acesso a produtos famosos por um preço mais acessível pode ser tentador. Comprar na Pepco (rede de descontos), ou consumir produtos da marca Tesco ou Lidl (redes de supermercados) pode satisfazer mesmo os mais exigentes.

Outro dilema recorrente é o de “colocar sua vida em uma mala de 23 kg”, um sofrimento para muitas pessoas. Porém, depois de um tempo, você pode achar que trouxe coisas demais na mala de mudança e que sobrevive tranquilamente com menos.

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Reinventar-se será inevitável

Mesmo com uma proposta de emprego na sua área, será necessário reconquistar seu espaço, a confiança dos seus gestores, colegas… Independente da sua experiência, referências e seu networking, é preciso recomeçar. E isso não necessariamente é algo negativo.

Se você veio acompanhar alguém na aventura de morar no exterior, abrir mão da sua carreira e do diploma conquistado pode ser necessário. Estar aberta para uma área de atuação totalmente diferente pode ser uma grata surpresa. Venha de coração aberto para novas possibilidades.

Mulher se mexe em meio a plantação após mudar para o exterior
Reinventar-se é fundamental morando fora do Brasil
Foto de Quan Nguyer no Unsplash

O mundo não vai parar por você

Talvez essa frase seja impactante, mas necessária.

Entenda que a mudança é uma escolha sua, as pessoas do seu convívio no Brasil vão continuar vivendo normalmente na sua ausência. Eventos como casamentos, formaturas, e aniversários inevitavelmente serão perdidos.

Esteja preparada para se tornar uma expectadora virtual das pessoas que você ama. A saudade dói, mas é importante lembrar que essa escolha é sua, e que quem fica muitas vezes também sente sua falta.

Amizades vem e vão

Com o passar do tempo, você percebe que as mensagens dos amigos no Brasil diminuem. A diferença de fuso dificulta as conversas e a amizade pode esfriar. Às vezes, pessoas que eram amigas acabam desaparecendo quando moramos no exterior. Mas tudo são fases.

Um conselho recorrente a quem se decide mudar de país é: “não fique andando apenas com brasileiros. Você precisa falar e conviver com os nativos para aprimorar o idioma e ter uma experiência completa morando no exterior”.

Talvez esse seja um bom conselho, afinal, ele aparece em todas as pesquisas que fazemos sobre o tema. Mas pode ser que ele não se aplique a todos os casos.

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Mulheres se divertem juntas
Aos poucos se constrói uma rede de apoio ao morar no exterior
Foto de rawpixel.com no Pexels

No meu processo de imigração, pesquisei muito sobre o país e a cidade que iria morar. Ainda assim, sentia a necessidade de conversar diretamente com quem já estava lá sobre escolas e bairros para morar, por exemplo.

Encontrei grupos no Facebook justamente para esse fim. Após quase cinco anos longe dessa rede social da discórdia (volta o cão arrependido!), criei uma nova conta apenas para participar de grupos e encontrar respostas sobre onde seria meu novo lar.

Foi assim, num grupo de brasileiros que moram na mesma cidade que estou hoje que encontrei novos amigos. Me ajudaram a encontrar desde apartamento a batata palha, num país onde eu não sabia pronunciar mais que 10 palavras. Foi importante ter encontrado essa rede de apoio para não me sentir tão perdida no velho mundo. E, depois de algum tempo, consegui também me comunicar com os nativos, sem estresse, sem pressão.

Com inglês você pode ir para qualquer lugar

De fato, ir, você pode, mas só inglês resolve em qualquer lugar do mundo? Talvez, não.

Na imigração, na casa de câmbio e no aeroporto é possível se virar usando inglês. Mas, se esse não for o idioma nativo do seu novo país, é preciso se preparar para aprender uma nova língua.

Moro numa cidade do interior e o idioma nativo é o polonês. Consigo fazer muitas coisas no dia a dia usando apenas o inglês. Mas em órgãos públicos, por exemplo, é difícil resolver algumas burocracias sem usar o idioma local. Na escola pública que minha filha foi matriculada a situação foi a mesma.

Quadro de giz com perguntas em inglês
O inglês pode ser muito útil, mas é importante aprender a língua nativa
Foto de Pixabay para Pexels

Pedir um lanche de fast food com ou sem batata pode se tornar uma missão impossível utilizando apenas mímica. Então, aprender o idioma dos nativos pode facilitar muito sua vida, ainda que no seu cotidiano de estudos ou trabalho ele não seja obrigatório.

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E você, o que espera da sua nova vida em outro país? Já passou por outras dificuldades que não citei aqui? Conta pra gente!


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