mulher grávida, prestes a dar à luz na Holanda

Quais as opções de locais para dar à luz na Holanda?

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A gravidez é geralmente um período repleto de dúvidas e preocupações, especialmente para mulheres fora do seu país de origem. Para as grávidas que vivem na Holanda, o sistema obstétrico holandês proporciona, além de ótimos índices de saúde materna e neonatal, a possibilidade de optar pelo local para dar à luz ao seu bebê. A escolha é feita pela mãe, em conjunto com a sua parteira e parceiro(a), levando-se em consideração todo o histórico da gestação (atual e anteriores), assim como possíveis indicações médicas. Veja a seguir quais são as opções de locais para dar à luz na Holanda.

Parto domiciliar

Mulher na banheira inflável em trabalho de parto para dar à luz na Holanda
Parto domiciliar na Holanda
Fonte: Foto de Cristiane Pereira (@cristianephotographer)

A Holanda é muito famosa pelo alto índice de partos domiciliares. Atualmente, aproximadamente 15% de todos os nascimentos na Holanda ocorrem em casa. Para se ter uma ideia, na Inglaterra por exemplo, apenas 2% dos partos são domiciliares. Durante um parto domiciliar, a mulher é assistida pela parteira da clínica responsável pelo atendimento pré-natal e, na maioria das vezes (dependendo da clínica), por uma assistente obstétrica. Mulheres com uma gestação saudável, de baixo risco e a termo (entre 37 e 42 semanas) podem optar por um parto domiciliar.

Vantagens

Algumas mulheres se sentem mais seguras e confortáveis na sua própria casa, com mais liberdade e menos restrições de tempo. Isso pode facilitar o trabalho de parto, já que a sensação de segurança e bem estar está relacionada a uma boa produção e liberação de ocitocina, o principal hormônio envolvido no processo. Vários estudos já mostraram que o parto domiciliar é tão seguro quanto um parto no hospital, mas com menor risco de intervenções. Além disso, não há contato com bactérias hospitalares.

Desvantagens

Não é possível fazer uso de medicamentos para alívio da dor durante um parto domiciliar. Caso surja a necessidade do uso desses medicamentos ou outras intervenções, é preciso transferir-se para o hospital mais próximo. Este já é incluso no programa de parto, com todos os direcionamentos para a melhor e mais rápida forma de transferência, caso seja urgente.

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Dar à luz na Holanda no hospital

Mulher espera em hospital como uma das opções de lugares para dar à luz na Holanda
Hospital é uma opção geralmente indicada apenas para gravidez de risco. Se não for o caso, os pacotes de plano de seguro mais simples não cobrem
Fonte: Foto de Daryl Wilkerson Jr no Pexels

Na Holanda existem dois tipos de parto hospitalar. No primeiro, chamado em holandês de policlinisch bevalling, a gestante com gravidez a termo de baixo risco e sem complicações médicas opta por dar à luz no hospital. Nesse caso, o parto é assistido por uma parteira da mesma clínica que fez o acompanhamento pré-natal, juntamente com uma assistente obstétrica do hospital.

Vantagens

Se for necessário, é possível fazer uso de medicamentos para alívio da dor. Nesse caso, a medicação é administrada pela equipe do hospital, que passa a ser responsável pelo parto. Como a gestante já está no hospital, não há necessidade de transferência caso surjam intercorrências médicas.

É bom frisarmos que quando intervenções médicas são necessárias durante o processo, o parto não é mais considerado um policlinish bevalling. Passa, então, a ser acompanhando pela parteira e/ ou médico obstetra do próprio hospital (e não mais pela parteira da clínica responsável pelo pré-natal).

Desvantagens

Apesar de se sentirem mais seguras, muitas mulheres sentem dificuldade de relaxar no ambiente hospitalar. Além disso, como já mencionado, há um maior risco de intervenções, podendo também haver menor liberdade de escolhas e maior pressão com relação ao tempo. É necessário pagar uma contribuição no caso de um policlinisch bevalling (o valor varia muito, dependendo dos recursos utilizados dentro do hospital). Alguns planos de saúde cobrem esses custos extras, mas é sempre importante checar de antemão com a sua seguradora.

No segundo tipo de parto hospitalar existe uma indicação médica específica antes do início do trabalho de parto. Nesse caso, todo o processo ocorre no hospital com o acompanhamento da parteira hospitalar e ou/médico obstetra e não há cobranças extras.

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Casas de parto

Gestante com contração e marido estão dentro de banheira em casa de parto, um dos lugares para dar à luz na Holanda
Casas de parto possuem estrutura aconchegante, com banheiras e outras formas não farmacológicas de amenizar as dores do parto
Fonte: arquivo pessoal

Na Holanda utiliza-se os termos geboortecentrum, geboortehotel ou ainda bevalcentrum para descrever locais que seriam algo equivalente a uma casa de parto (“birth center”, em inglês). São lugares considerados intermediários entre o lar e o hospital e apenas para gestantes de baixo risco.

Existem muitas variações entre as diferentes casas de parto. A maioria basicamente conta com um ambiente mais aconchegante que um hospital e algumas opções extra para alívio da dor (banheiras e equipamento de Tens, por exemplo). Da mesma forma que no parto em casa, o acompanhamento é feito pela parteira da clínica responsável pelo pré-natal.

Vantagens

Ambiente mais aconchegante e favorável ao relaxamento, com opções extras para alívio do desconforto. Menos intervenções quando comparado ao hospital.

Desvantagens

Não é possível fazer uso de medicamentos para dor. Caso haja alguma complicação médica é necessário a transferência para o hospital mais próximo. Nem todos os seguros de saúde cobrem os custos extras associados a esses centros (cheque antes com a sua seguradora).

Pós-parto

Nos casos em que o parto é de baixo risco, tanto no hospital quanto nas casas de parto, a família não fica muito tempo internada, assim como acontece no Brasil. A alta é liberada, normalmente, em até duas horas após o parto. Em seguida, uma enfermeira especializada em pós-parto, a kraamzorg, acompanha as primeiras horas da família com o recém-nascido e a semana seguinte, assim como acontece no parto domiciliar.

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