O Mães Brasileiras na Europa nasceu da experiência própria de quem passou pelas dores e surpresas de morar nesse continente tão encantador, mas tão diferente do nosso Brasil.

A solidão extrema da maternidade fora do Brasil, as dificuldades para fazer amizades, ter alguém para conversar todos os dias. De abandonar carreiras, familiares, amigos para se aventurar do outro lado do oceano e ainda ter a responsabilidade de cuidar dos filhos.

Nossos valores

  • Sororidade
  • Empoderamento
  • Acolhimento
  • Empatia
  • Bom humor

Nossa missão

Conectar mães brasileiras que vivem na Europa, com o objetivo de empoderá-las, criar relações pessoais que possam afastar a solidão – tão comum na maternidade fora do Brasil – e incentivar a cultura e língua materna entre seus filhos.

Nossa história

Em 2017, ao se mudar com o marido e filha de nove meses para um campus universitário no interior da Holanda, a cofundadora Ana Elisa Marques se viu sozinha em um dos momentos mais difíceis da sua vida. À procura de novas conexões, não teve outra opção senão conhecer brasileiras por perto por meio de grupos no Facebook e WhatsApp. 

A veia jornalística e empreendedora logo entendeu que todas as membros que entravam nos grupos tinham as mesmas dúvidas: “O que fazer quando meu filho fica doente? Como funciona a escola aqui? Onde comprar ingredientes brasileiros? Como usar o transporte público? Onde comprar roupas de bebê? Qual o melhor carrinho?”.

Além disso, elas estavam em busca de novas amizades e tentavam marcar encontros com quem achavam que poderiam ter os mesmos gostos, além de filhos na mesma idade.

Ao mesmo tempo, a paciência, gentileza, firmeza e organização da administradora desses grupos a chamou a atenção. Pensou: “como essa pessoa pode gostar tanto de responder, analisar todos os posts e comentários, saber quem é quem no grupo?”.

Assim, teve uma ideia, que só tinha como ser executada em parceria com essa que hoje é a cofundadora Paula Zenere: um site compilando todas as informações que essas mães precisassem, com redes sociais que pudessem ser também um entretenimento, apoio emocional e área de interação entre elas.

Assim, nasceu o site, Instagram e página no Facebook do então Mães Brasileiras na Holanda, em abril de 2018. Tudo era feito nos minúsculos intervalos das rotinas loucas de uma mãe em tempo integral de uma filha bem ativa e de outra que trabalhava fora o dia inteiro e mãe de dois. 

No final de 2018, Ana Elisa se mudou para a Bélgica com a família. Nasceu, então, a ideia de ampliar as informações para toda a Europa. Do valor arrecadado feito com alguns anúncios e consultorias de redes sociais, conseguiram pagar uma mãe brasileira para criar uma nova identidade visual e marca. Em janeiro de 2019, o Mães Brasileiras na Europa foi lançado. 

Desde então, muitos altos e baixos se repetiram para as fundadoras. A adaptação em outro país, para Ana Elisa, não foi fácil. Mas a vida dá muitas voltas. Do desânimo à  insistência em fazer do canal não apenas criação de conteúdo, mas realmente um serviço on-line, surgiram muitas ideias. Elas conseguiram até mesmo ter um projeto selecionado pelo programa de aceleração de startups Women In Entrepreneurship Roadshow, em Bruxelas. 

Em junho, já estavam selecionando candidatas ao time de redatoras. Essa seria uma forma de desenvolver um novo método de criação de conteúdo ao incentivar o trabalho de outras mães brasileiras na Europa pagando por cada artigo produzido.

Faltava apenas alguém que desenvolvesse o serviço on-line. Então, de um post nas redes sociais anunciando uma vaga de desenvolvimento de software, aberto até para homens também, já que infelizmente ainda é difícil achar mulheres na de tecnologia da informação, um milagre aconteceu. 

Recebemos um único e-mail de uma mãe brasileira que vive na Dinamarca interessada na vaga (ou apenas curiosa, como ela mesma confessou após o ocorrido). Nossa primeira conversa, que era para ser uma entrevista on-line, já fechou em sociedade. Era ela, a pessoa que faltava para o projeto ir para a frente: Letícia Roland. Mãe de duas, empreendedora nata. Ela reformulou todo o nosso site e está desenvolvendo o que vamos vender.

Com o nosso produto digital, que será lançado em breve, pretendemos recorrer aos serviços de ainda mais mulheres brasileiras talentosas pela Europa afora, em diversas áreas de trabalho.